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Alberto Soares

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Matheus Galvão, Advogado
Matheus Galvão
Comentário · há 2 anos
Adriana, muito boa a sua observação. Eu percebo que os cidadãos em geral têm realmente muitas dúvidas. Dúvidas que não necessariamente são consultas. Para mim, como advogado, consulta é a formulação de uma estratégia de solução com base em um problema real.

Já a resposta a uma dúvida é um dever de informação de qualquer pessoa e mais ainda do advogado. Cidadãos desinformados que sequer sabem seus direitos mínimos pagam menos porque estão completamente alheios aos direitos básicos.

Quando alguém quer saber quais direitos tem ao sair de um emprego isso não é uma consulta. Quando alguém quer saber como deve contribuir pra Previdência ou se tem direito a receber algo dela isso é um direito fundamental à informações básicas que estão na lei. Por outro lado, tendo um caso concreto com características específicas e desejando uma orientação estratégica, isso sim é uma consulta.

Se as pessoas - os advogados - se importassem mais em difundir conhecimento, a situação seria outra. Cidadãos informados conscientes de suas necessidades e valorizando o trabalho complexo dos profissionais. É assim em qualquer decisão de compra. Eu me informo sobre os produtos que quero comprar e decido pelo que mais se encaixa pra minha necessidade. Um cidadão precisa ter uma noção básica de seus direitos para tomar decisões e valorizar a advocacia.

Enquanto a OAB mantiver cidadãos desinformados em nome da ética, advogados vaidosos escreverem de forma incompreensível e os cidadãos forem completamente ignorantes em relação aos seus direitos, a advocacia será desvalorizada.

Além disso, os profissionais do direito precisam enxergar além da advocacia. Há tantas ideias a serem exploradas, mas a visão conservadora mata qualquer inovação. O mercado saturado e sem criatividade é a razão de toda a frustração que estamos vivendo.

Abraços e obrigado por compartilhar sua visão com a comunidade.
Matheus Galvão, Advogado
Matheus Galvão
Comentário · há 2 anos
Obrigado por participar =]. Tenho alguns pontos que sempre levanto e, inclusive comentei abaixo.

Muitos dos usuários que chegam até o Escritório Online pesquisaram artigos ou informações no site, em busca de informação básica. Informação essa que é direito de todos conhecer. Elas querem entender um direito básico seu, mas não conseguem. Muitas vezes porque a informação é incompleta, tem uma linguagem inacessível, ou sequer está disponível.

Querer saber sobre direitos básicos não é uma consulta. Para mim, como advogado, consulta é uma abordagem estratégica aplicada ao caso concreto apresentado por um cliente. Já a dúvida é uma questão de desinformação. Quais são os direitos básicos de um trabalhador? Como ocorre o processo de divórcio em geral? Como posso assegurar uma convocação num concurso público? Quem tem direito a se aposentar?

O problema é que nós advogados e a própria OAB mantemos os cidadãos desinformados em nome de uma falsa ética. Quantas vezes nós, profissionais do direito, produzimos conhecimento jurídico acessível a qualquer cidadão para que ele fique esclarecido e tenha consciência de quando precisa de um advogado ou não? Na maioria das vezes advogados escrevem com vaidade e sequer conseguem passar a mensagem para um cidadão em busca de informação

Veja quantos sites de medicina divulgam informações acessíveis. Agora veja a resistência de advogados e o Código de Ética da OAB que proíbe práticas que são fundamentais para esclarecer todos os cidadãos.

E cidadãos desinformados pagam menos. Quando você e eu queremos comprar um celular, antes, nós vemos a nossa necessidade e pesquisamos qual aparelho nos atende melhor. Eu pelo menos faço isso, e em seguida procuro uma loja. Com advogados deveria ser o mesmo.

Cidadãos têm o direito de ter acesso ao conhecimento de seus direitos básicos. E por que isso não é feito? Por que não educá-los, torná-los conscientes e deixá-los bem informados para tomarem uma decisão mais acertada. Penso que só assim seremos valorizados. Não devemos esperar da OAB, que - pelo visto - prefere cidadãos desinformados, nem mesmo do Jusbrasil, que pelo menos faz o seu papel de aproximar as duas pontas (advogados e cidadãos). Temos que partir para uma revolução de acesso de todos à informação. E isso começa por nós.

Um abraço! =]

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